Segundo o ministro das Relações Exteriores, a política externa do governo Lula é bem-sucedida porque associou aos princípios constitucionais a noção de audácia e ousadia.
EJ - Algumas organizações pedem o fim da ocupação militar no Haiti, além de Iraque e Afeganistão.
Qual a situação do país e qual a importância da participação brasileira?
CA - Havia uma situação de colapso do Estado, as pessoas estavam literalmente se matando. Os derrotados com nossa presença no Haiti foram os paramilitares. Nessa situação de colapso foi constituída pelas Nações Unidas, pelo Conselho de Segurança, uma força que faltou, por exemplo, no caso do ataque ao Iraque, que foi uma decisão unilateral dos Estados Unidos. É uma situação completamente diferente do ponto de vista jurídico. Além disso, para quem está no Haiti ou foi lá – fui oito vezes em menos de seis anos –, a diferença é notável. Ainda há imensos problemas, mas nossa presença, além de colaborar para uma certa paz, pois havia bandos armados misturados com tráfico de drogas, criminalidade, contribuiu para uma eleição democrática com participação relativamente grande – a tradição era de participação pequena –, que permitiu às pessoas ter carteira de identidade. O censo da população foi possível com a eleição. A situação nas prisões, em todos os sentidos, melhorou
muito. A eleição de René Préval foi com mais de 50% dos votos válidos. O segundo colocado teve 11%. Clique aqui e continue a leitura.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
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