sábado, 23 de janeiro de 2010

O saci da Oscar Freire


Teve um dia que eu quase vi o Saci e foi tudo mais ou menos assim.
Era um 31 de final de ano na casa do Rodolfo Nani. Aquele que fez um filme chamado “O Saci” e era amigo do meu pai. Ia começar a São Silvestre e eu fui pro jardim.
Não sei bem onde era, mas tenho certeza que ficava ali onde, hoje, é uma piscina onde, um dia, eu quis nadar pra sempre. Mas, aí mataram um japonesinho em dia de festa e bebedeira de formatura e a piscina ficou mal-assombrada.
Desisti. Morri um pouco com ele e seus planos de ser médico de família.
A rua é a Oscar Freire em São Paulo.
Naqueles tempos tudo era imenso e longe. E eu, pequeno, olhando as coisas grandes de baixo e sempre afundado no banco de trás do carro preto sentindo o cheiro do couro do banco. Épocas sem plástico, nem TV Globo. E, se dizia, matéria plástica.
E a Oscar Freire que nuuunca que chegava.
Mas, tinha “Um Convite para ouvir Maísa” e o logotipo que aparecia na TV Record. Era um cartãozinho com uma rosa desenhada e dobradinho numa ponta.
E eu? Eu chorava que nem bezerro longe da mãe ouvindo a Maísa cantar “você passa por mim e não olha, como coisa que eu fosse ninguém…” Clique aqui e continue a leitura.

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