quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Ambientalista é espancado até a morte no Estado do Pará!
Segundo o filho do ambientalista, Jacques Jauffret, que também é biólogo, ele e seu pai vinham sofrendo ameaças de morte há mais de um ano, por conta de suas tentativas de evitar odesmatamento e a degradação ambiental na área.O biólogo francês Pierre Edward Jauffret, defensor da preservação da Amazônia, morreu na segunda-feira (14/12) em decorrência de agressões sofridas em sua casa, em Santo Antônio do Tauá, a 65 km de Belém (PA). Há 15 dias, Jauffret, 72, sofreu traumatismo craniano, provocado por golpes na cabeça. O biólogo foi encontrado ainda com vida por um de seus filhos, na porta de sua casa, que fica dentro de uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de 25 hectares.Em Rondônia, dois camponeses também foram vítimas da violência do capitalismo no campo. No dia 8 de dezembro, Élcio Machado, mais conhecido como Sabiá, e Gilson Gonçalves, coordenadores do Acampamento Rio Alto, em Buritis, foram barbaramente assassinados. Os dois estavam numa moto quando foram seqüestrados por pistoleiros contratados pelo latifundiário Dilson Cadalto. Segundo denuncias da LCP, os assassinos amarraram os pés e as mãos de Élcio e Gilson e os torturaram durante horas e, depois, os mataram com tiros de espingarda calibre 12 na nuca. Élcio era casado e pai de 3 filhos. Gilson também era casado, mas ele não chegou a conhecer seu filho que deve nascer daqui há 4 meses. Relatório parcial da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que a violência no campo continua crescendo. Em 2008, a cada 47 conflitos no campo houve um assassinato, já, em 2009, ocorreu um assassinato a cada 36,5 conflitos. No total, em 2008, ocorreram 942 conflitos e em 2009, 731. As tentativas de assassinato passaram de 36 em 2008, para 52 em 2009. Já o número de torturas disparou de 3 em 2008, para 20 em 2009.
* www.comunismoemrede.blogspot.com
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