quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Luz na catástrofe; o último discurso

Foi uma declaração do primeiro-ministro Jean-Max Bellerive, de que poderia haver mais de cem mil mortos no Haiti, que fez a imprensa mundial acordar para a extensão da catástrofe. Momentos depois do primeiro terremoto, que devastou o país, centenas de blogs e correntes sociais na internet já davam sinais da gravidade dos acontecimentos.
Mas mesmo o noticiário da televisão brasileira pareceu vacilar nas primeiras horas após o evento. Talvez por exaustão, depois de duas semanas reportando as tragédias nacionais da passagem do ano, o sistema informativo do Brasil demorou a reagir.
Os cadernos especiais se esmeram em depoimentos, números e fotografias dramáticas. Mas, diante das situações que extrapolam o que o senso comum considera suportável, fica a dúvida sobre a capacidade da narrativa de descrever a dor escatológica e as situações extremas que remetem à idéia de fim dos tempos.


Para todos

A saída, para os jornalistas, é selecionar personagens que representem o sofrimento coletivo. Mas no meio das imagens desoladoras e dos depoimentos sem esperança, a Folha de S.Paulo resgata o discurso que a médica sanitarista e pediatra Zilda Arns teria feito a seus colegas de ação social em Porto Príncipe.
Ela pretendia relatar a história de sucesso da Pastoral da Criança, que ela criou e transformou em uma das maiores e mais eficientes organizações humanitárias do mundo. Continue a leitura, clicando aqui.

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