terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval da política

Foi um Carnaval animado, o da política este ano. Pode-se ter uma idéia do ponto a que um político é capaz de chegar para aparecer “bem na foto” ao ver Serra dando banho de mar numa idosa com deficiência física exclusivamente para fazer auto proselitismo eleitoral. E ainda há quem critique Lula por beijar criancinhas...
Mais inteligente foi Dilma, que, além de mostrar uma identidade maior com o povo, ainda lavou a alma de todos os brasileiros que se ofenderam com o áudio dos preconceitos da mídia contra os pobres ao dançar com um membro da “escala mais baixa do trabalho”.
Foi tão forte a cena, o recado foi tão direto, que nem o Chico Pinheiro, da Globo, resistiu. Ao ver o gari Renato “Sorriso” sambando na avenida como faz todos os anos desde 2007, o apresentador global de telejornais o perguntou, em rede nacional, ao vivo e à cores, se, “Do alto de sua vassoura”, estava feliz de estar ali, numa alusão ao desrespeito de Bóris Cazoy aos lixeiros.
Apesar de não ter muito que ver com política, a cena da herdeira da rede de Hotéis Hilton caindo de bêbada num camarote VIP na Sapucai onde fazia promoção de uma marca de cerveja, pareceu-me alguma coisa de sobrenatural. A imagem daquela moça linda naquele estado lamentável deveria ser mostrada por todos os traficantes de álcool que colocam jovens naquela situação.
E o Serra, que fugiu de São Paulo e foi passar o Carnaval no Nordeste? Pelo visto, não sairá nenhuma pesquisa proximamente sobre a popularidade dele em seu Estado. Se bobear, não sai mais essa pesquisa até a eleição... Ou será que terminando o período de chuvas essa pesquisa sai?
A intervenção ou não-intervenção em Brasília continuou sendo o assunto durante o Carnaval. Se houver intervenção federal, até a eleição e posse do novo governador do Distrito Federal não se poderá promulgar emendas constitucionais, o que acho que em um ano eleitoral não aconteceria de qualquer forma. Clique aqui e continue a leitura.

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